mix brasil
Abril 29, 2008
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“O ciúme é aquela dor que dá quando percebemos que a pessoa amada pode ser feliz sem a gente”, Rubem Alves, pensador mineiro.
Complexos, contraditórios e dos mais diversos, os sentimentos humanos podem nos pregar várias surpresas. Um dos mais comuns, o ciúme, também possui várias faces e comumente está presente nos relacionamentos, sejam eles entre irmãos, amigos ou namorados. Propulsor de brigas e chateações, ele pode minar uma relação e deixar marcas profundas em ambas as partes. Mas, e quando o ciúme continua a existir mesmo com o término do namoro? Ciúme de ex? Tem gente que tem.
Pode parecer baixa auto-estima ou um sentimento de posse persistente, mas existem, sim, pessoas que mesmo depois de não ter mais nenhuma ligação amorosa, ainda são ciumentas com relação ao antigo amor. Isso é explicado pela psicanálise freudiana como sendo estreitamente ligado ao ego. O fim de um namoro pode deixar feridas narcisísticas que se prolongam além do convívio amoroso. O sentimento de perda mantém viva a possessividade e ganha mais força conforme o egocentrismo de cada um.
O ciúme foi classificado por Sigmund Freud em 1922 em três tipos: 1- competitivo ou normal: um sentimento de pesar motivado pelo medo de perder a pessoa amada, pelas feridas narcisísticas ou pela inimizade contra um rival bem sucedido; 2 – projetado: típico daqueles impulsivos nem tão fiéis que não conseguem reprimir suas sensações enciumadas e acham que o outro também pode fazer o que eles fazem; 3 – delirante: um caso mais sério, que toma sua posição entre as formas clássicas da paranóia.
Sentir ciúmes do ex, então, não se trata de gostar ou não dele ainda, mas sim de não conseguir superar a perda de uma pessoa que estava o tempo todo a seu lado e, de repente, não está mais. Nesses casos, o enciumado coloca o amor, já abalado, abaixo da posse, do “é meu e ninguém pega”. Por isso, esse ciúme só será abandonado quando o ex admitir que não possui mais (na verdade, ninguém possui ninguém) aquela pessoa e que precisa superar isso para tirar de vez da sua cabeça um relacionamento que já teve seu fim.
Isso se torna mais do que necessário em casos onde a amizade entre ambos pode ser mantida, quando existe uma vontade mútua de continuarem se relacionando como amigos, confidentes, aproveitando a cumplicidade criada com o relacionamento para manter a confiança no outro, agora um amigo.
Exemplos não faltam. Após três anos e dois meses de namoro, Glauber, 29 anos, não suportou mais as crises do namorado e decidiu colocar um ponto final na relação. “Ele não tinha limites, dava escândalo em qualquer lugar, e por bobeiras”, lembra. Mesmo quase um ano depois de separados, o ex dele continua a alfinetar seu atual companheiro por ciúmes. “Acho que ele nunca aceitou o fim de nosso namoro, é convencido demais para admitir que me perdeu”.
E nada melhor do que procurar ajuda especializada nos casos em que esse sentimento não consegue ser desvencilhado. Michel, 28, admite francamente que ainda sente ciúme de seu ex-namorado de cinco anos e, percebendo que isso fazia mal a ele, decidiu procurar uma psicanalista para superar esse problema. “Não conseguia me relacionar com outras pessoas porque ainda me sentia preso ao meu ex”, revela. Seis meses de terapia depois, ele ainda é ciumento, “só que muito menos, estou aprendendo a deixar ele viver a vida dele”.
Ele diz se sentir mais aliviado com as sessões e acredita que em breve conseguirá se abrir de novo para outro relacionamento e tirar de vez da cabeça o ex-namorado. “Ninguém deve manter esse sentimento por muito tempo, isso só te bloqueia para conhecer outras pessoas, talvez até mais legais do que a que você estava antes”. Por isso, nada melhor do que muita determinação e maturidade para deixar o ciúme do ex de lado e começar a sentir, de forma saudável, ciúme por outra pessoa, só para dar aquele tempero no amor.
pelucinho
Abril 29, 2008
Eisbär, Eisbär,
Urso polar, Urso Polar,
kaltes Eis, kaltes Eis,
Frio congelante, frio congelante,
Oh eisbär
Oh urso polar
Ich möchte ein Eisbär sein
Eu gostaria de ser um urso polar
im kalten Polar
nos pólos gelados
dann müßte ich nicht mehr schrei´n,
então não precisaria nunca mais chorar
alles wär so klar
Tudo ficaria bem mais claro
Eisbären müssen nie weinen.
Ursos polares não precisam chorar nunca
Eisbären müssen nie weinen.
Ursos polares não precisam chorar nunca
Eisbären müssen nie weinen.
Ursos polares não precisam chorar nunca
(vejo você dançando pra mim daquele jeito engraçadinho quando ouço essa música…)
someone great
Abril 28, 2008
fui passear no meu aniversário. eu tava perdido, sem saber o que fazer ou ter vontade de fazer algo. recebi o convite e fui fazer o passeio de barco. daqui até são sebastião imaginava qual seria o horário que você ia me ligar. eu continuo ligado. de são sebastião à ilhabela, fiquei de olho no celular e de repente perdi todo o contato.
o dia tava lindo e eu consegui me distrair. estouramos a veuve cliquot e aproveitamos o sol. eu só pensava em você, mas sei que você jamais me acompanharia. você tem o dom de acabar com as datas que eu julgo especial. você reclamou do restaurante japonês do primeiro dia dos namorados, brigou comigo no aniversário de namoro, reclamou do dia dos namorados,… e por aí vai. apesar da apreensão, a sua companhia me é preciosa.
eu amo você e você poderia se contentar com isso, pra quê exclusividade? se não fosse os meus amigos passaria meu aniversário sozinho. isso me deixa certo que não podemos nos desfazer dos amigos, pelo contrário, devemos tratá-los bem. esta troca é importante.
no meio do passeio tocou someone great e por falta de uma, tocou duas vezes. pensei muito em você. queria você aproveitando junto.
fiquei triste, senti a sua falta.
tomei um monte de calmantes (naturais), mas a sua falta não foi suprida porque só você cabe nesse vazio.
sigo calmo por esse caminho.
não paro de pensar em você. tenho muita saudade.
someone great is gone…
nem tanto também… menos, bem menos…
Abril 28, 2008
No, I can’t forget this evening
Or your face as you were leaving
But I guess that’s just the way this story goes,
You always smile….
But in you eyes your sorrow shows
Yes it shows
No I can’t forget tomorrow
When I think of all my sorrows
When I had you there but then I let you go
And now it’s only fair that I should let you know
What you should know
I cant live
If living is without you
I can’t live
I can’t give anymore
Can’t live
If living is without you
can’t give,
I can’t give anymore
Well, I can’t forget this evening
Or your face as you were leaving
But I guess that’s just the way this story goes,
You always smile
But in you eyes your sorrow shows
Yes it shows
morro de saudade, thi
Abril 25, 2008
Oh baby, you’re the finest, the finest, i’ve seen,
Oh baby, you’re the finest, the finest, i’ve seen,
Oh baby, you’re the finest, the finest, i’ve seen,
Oh baby, you’re the finest, the finest, i’ve seen,
If i had a choice,
I’d always choose love,
Up or down,
Good or bad
I don’t mind,
Just as long as it’s real,
My friends say i’m lucky,
To have found someone as good as you,
My love’s understanding,
Understanding how to hold onto you
After all that we’ve been through,
Time won’t change the way i feel about you,
Out of all the love before,
You’re the finest i’ve ever known,
After all that we’ve been through, (we’ve been through)
Time won’t change the way i feel about you,
Out of all the love before, (love before)
You’re the finest i’ve ever known,
Baby, you’re the finest,
I’ve never met anybody like you,
You can call me,
I’ll come on and… (just call me)
If i had to choose,
I’d be by myself,
I wanna be in love,
Or with nobody else,
Time flies when you’re with me,
Goes so slow whenever you’re away,
Made up my mind and i’m positive,
I thought love would never come my way,
After all that we’ve been through, (we’ve been through)
Time won’t change the way i feel about you,
Out of all the love before, (love before)
You’re the finest i’ve ever known,
After all that we’ve been through, (we’ve been through)
Time won’t change the way i feel about you,
Out of all the love before, (love before)
You’re the finest i’ve ever known,
Oh baby, you’re the finest, the finest, i’ve seen,
Oh baby, you’re the finest, the finest, i’ve seen,
Oh baby, you’re the finest, the finest, i’ve seen,
Oh baby, you’re the finest, oh baby you’re the finest,
After all that we’ve been through, (we’ve been through)
Time won’t change the way i feel about you,
Out of all the love before, (love before)
You’re the finest i’ve ever known,
After all that we’ve been through, (we’ve been through)
Time won’t change the way i feel about you,
Out of all the love before, (love before)
You’re the finest i’ve ever known,
Baby…… you’re the finest,
I’ve never met anybody like you,
You can call me,
I’ll come on and….
andador
Abril 24, 2008
Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar.
(a paixão segundo g.h. – clarice lispector – cap. 1, o único que eu leio… é tão forte que eu fecho e fico pensando, viajando,…)
together in electric dreams
Abril 23, 2008
I never saw your smile
til it was time to go
Time to go away (time to go away)
Sometimes its hard to recognise
Love comes as a surprise
And its too late
Its just too late to stay
Too late to stay
We`ll always be together
However far it seems
(love never ends)
We`ll always be together
Together in electric dreams
Because the friendship that you gave
Has taught me to be brave
No matter where I go i`ll never find a better prize
(find a better prize)
Though you’re miles and miles away
I see you every day I don’t have to try
I just close my eyes, I close my eyes
We’ll always be together
However far it seems
(love never ends)
Well always be together
Together in electric dreams
paris, je t’aime
Abril 22, 2008
Gus Van Sant constrói em Le Marais um belo pequeno conto de amor, ou da possibilidade deste. Gaspard (Gaspard Ulliel) adentra a pequena gráfica em que Eli trabalha, acompanhando uma senhora inglesa (Marianne Faithfull), que necessita realizar alguns serviços.
Após transitar com segurança entre o francês e o inglês, mediando a comunicação entre a senhora e o dono da gráfica, Gaspard percebe Eli ao fundo do estabelecimento e se dirige ate ele para conversar. Enquanto Eli, discreto, permanece passivo diante da situação, escutando o francês falar em sua língua natal, Gaspard, como que tomado por um brainstorming afetivo, faz conjeturas sobre a magia do encontro e almas gêmeas, num claro encanto com o encontro fortuito que acabara de ter com o americano. Gaspard deixa então seu telefone com Eli e parte.
Eli revela finalmente a seu chefe não ter entendido quase nada do que o outro dizia. E a resposta é direta: “liga pra ele!”.
De um só golpe, a reação “apática” de Eli e o distanciamento que pautou o encontro que havíamos acabado de presenciar são reconfigurados. A atenção quase exclusiva da câmera a Gaspard, que não o conectava a Eli, não era partidária da suposta não-comunhão entre ambos, mas da sensibilidade meio perplexa de Eli, que apenas observava. Subitamente, o silêncio do rapaz e seu aparente desinteresse com a fala tão eloqüente e impulsiva do francês cedem lugar ao empenho em não deixar que aquele contato, de tão breve, se esvaeça. Eli sai correndo pelas ruas, na tentativa de ainda encontrar Gaspard nas proximidades. Atravessando um universo repleto de passantes, Eli busca restabelecer a fugidia conexão travada momentaneamente no ambiente da loja.
Eli corre em disparada ao perceber a fugacidade daquele momento, para não deixar escapar uma possibilidade anunciada. Não a de uma relação arrebatadora (um romance?) entre almas gêmeas, como sugere a fala de Gaspard (que ele não entende), mas a de algum relacionamento, que ainda está por nascer e, portanto, pode ser tudo.
Tatiana Monassa
(le marais, por gus van sant)
eu falo e você não entende…
eu amo e você não sente…


